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Para Wagner, a grande obra de sua gestão é imaterial, ao restituir a independência e autonomia entre os poderes constituídos, inaugurar uma relação verdadeiramente republicana com os prefeitos, independente do partido político, estabelecer a transparência, criar canais de diálogo com a sociedade e respeitar a liberdade de imprensa. Esses são os valores essenciais de um governo democrático.
Jaques Wagner nasceu no Rio de Janeiro, no dia 16 de março de 1951. Iniciou a militância política em 1969, quando cursava Engenharia Civil na Pontifícia Universidade Católica (PUC-RJ). Num dos momentos de maior efervescência do movimento estudantil, presidiu o Diretório Acadêmico de Engenharia. Em 1973, perseguido pelo regime militar, foi obrigado a deixar o curso e sair do Rio de Janeiro. Chegou a Salvador em 1974. Desde então, Wagner nunca mais saiu da Bahia, estado onde iniciou sua trajetória profissional e política. É baiano por opção e de coração.
Em 1976, Jaques Wagner conseguiu seu primeiro emprego na indústria petroquímica como caldeireiro, numa fábrica em Candeias. No Pólo de Camaçari, recém criado, virou técnico de manutenção no mesmo período que o movimento sindical se reerguia no ACB paulista. Durante um congresso de petroleiros em Salvador, conheceu o atual presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva. Junto com Lula, intelectuais e lideranças sindicais, participou da criação do Partido dos Trabalhadores (PT). Foi o primeiro presidente do partido na Bahia ao lado do companheiro Lula, primeiro presidente nacional do PT. Nesse mesmo período, também foi um dos fundadores da Central Única dos Trabalhadores (CUT).
Entrou para a diretoria do Sindiquímica-BA em 1981 e implementou mecanismos democráticos de gestão, defendendo a extinção do cargo de presidente, em prol da diretoria colegiada. Dessa forma, Wagner protagonizou uma das primeiras experiências de transformação da estrutura do sindicalismo brasileiro. Uma das marcas da passagem de Jaques Wagner pelo movimento sindical foi o início do processo de fusão entre sindicatos do mesmo ramo.
Em 1990, Jaques Wagner iniciou sua carreira parlamentar. Ao lado de Alcides Modesto, ajudou o PT baiano a conquistar seus dois primeiros mandatos na Câmara dos Deputados. Wagner foi reeleito em 1994 e 1998. Na Câmara foi líder da bancada do PT em 1995 e vice-líder entre 1993 e 1998. Dois anos depois começou a trilhar o caminho rumo ao governo da Bahia ao disputar sua primeira eleição majoritária, candidatando-se a prefeito de Camaçari.
Numa campanha difícil, em 2002, Wagner foi candidato ao governo da Bahia. Enfrentou o que muitos consideravam ser impossível derrotar. Saiu de 2% das intenções de voto para alcançar a surpreendente marca de 38% dos votos válidos. Conquistou a confiança do eleitorado de Salvador com 220 mil votos de frente e somou mais de 2 milhões de votos em todo estado.
Jaques Wagner também foi ministro do Trabalho e Emprego durante o primeiro governo Lula. No Ministério, reformulou as políticas de emprego, trabalho e renda, responsáveis pela criação de 4 milhões de empregos com carteira assinada entre 2003 e 2006. Também combateu duramente o trabalho escravo, fato que levou o Brasil a ter posição de destaque pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) e exemplo a ser seguido.
Assumiu a Secretaria Especial do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social da Presidência da República e neste importante espaço promoveu amplo e produtivo diálogo entre o governo, agentes econômicos, sociais e populares. Sob sua coordenação, o Conselho elaborou a Agenda Nacional de Desenvolvimento.
No auge da crise política, em 2005, assumiu a função de Ministro das Relações Institucionais, atendendo à convocação do presidente Lula. Ganhou projeção nacional como interlocutor político e social do governo. O então ministro Jaques Wagner, com sua reconhecida capacidade de diálogo, contribuiu decisivamente para solucionar a crise e recompor a base parlamentar do governo e consolidar a aliança que reelegeu Lula presidente em 2006.
Jaques Wagner é um homem do bem. É casado com Maria de Fátima Carneiro de Mendonça, pai de três filhos e um enteado. Atualmente é candidato à reeleição pela coligação "Pra Bahia Seguir em Frente" (PT-PP-PSB-PDT-PCdoB-PRB-PSL-PHS), tendo Otto Alencar como candidato a vice-governador, Lídice da Mata e Walter Pinheiro candidatos ao Senado Federal.
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